Uma expressão simples, mas que gera dúvidas
Quando alguém telefona a perguntar por uma aula individual, quase sempre a primeira dúvida é a mesma: então é só eu e o formador? É, de facto. Aula individual quer dizer que, durante os 60 minutos, a atenção do formador está inteiramente virada para si e para o seu aparelho, sem mais ninguém na sala a esperar pela sua vez.
Parece pouco, mas muda tudo. Num curso em grupo, o ritmo é combinado entre várias pessoas; aqui, o ritmo é o seu. Se precisar de ouvir a mesma explicação três vezes, ouve-a três vezes, sem pressa e sem ninguém a olhar para o relógio.
Costumo dizer aos novos alunos que a aula individual não é uma versão pequena de um curso. É outra coisa: uma conversa de trabalho, com um tema escolhido por si, em que o formador se adapta ao seu telemóvel, ao seu computador e às dúvidas que realmente tem.
Quem escolhe o tema da sessão
O tema é seu. Pode querer aprender a enviar fotografias aos netos, perceber porque é que o email deixou de abrir ou finalmente saber onde ficam guardadas as imagens que tirou. Não existe um programa fixo que tenha de seguir, e ninguém lhe pede que justifique a escolha.
Antes da primeira sessão, falamos consigo para perceber o ponto de partida: que aparelho tem, que problemas já encontrou, o que gostaria de conseguir fazer sozinho ou sozinha. Esta conversa serve para preparar a aula, não para lhe fazer um teste.
Se ao longo da sessão surgir uma dúvida diferente da que levou, pode seguir por aí. Já aconteceu começarmos por videochamadas e terminarmos a ver como se apaga uma aplicação que ocupava espaço. O objetivo é que saia com algo que consiga repetir em casa, e isso decide-se na sala, em conjunto.
- Pode trazer o seu próprio telemóvel, tablet ou computador portátil
- Pode levar uma lista de dúvidas escrita à mão
- Não precisa de ter conhecimentos prévios
Como se distribuem os 60 minutos
Uma hora passa depressa, por isso gostamos de a organizar sem a tornar rígida. Os primeiros minutos servem para ver o que mudou desde a última vez, no caso de já ser aluno, ou para olhar para o aparelho e perceber como está configurado. Segue-se o tema principal, trabalhado passo a passo, com o formador a explicar e o aluno a fazer.
Este último ponto é importante: quem toca no ecrã é quem aprende. Quando o formador faz tudo por si, a sessão parece mais rápida, mas em casa não consegue repetir nada. Preferimos ir mais devagar e garantir que o gesto fica na sua memória.
Perto do fim, reservamos algum tempo para rever o que foi feito e apontar, com palavras suas, os passos essenciais. Muitos alunos levam esse papel para casa e colam-no junto ao computador. Não substitui a prática, mas dá segurança nos primeiros dias.
- Início: conversa curta sobre o que pretende e o estado do aparelho
- Meio: o tema do dia, feito por si com apoio do formador
- Fim: revisão e apontamentos para levar
O que se entende por "ritmo próprio"
É uma expressão que se usa muito e que convém explicar. Ritmo próprio não significa apenas ir devagar. Significa que a velocidade, a ordem dos assuntos e a forma de explicar mudam consoante a pessoa. Há quem aprenda a ver, quem precise de escrever, quem prefira repetir o gesto várias vezes até lhe sair natural.
Num ambiente calmo, sem plateia, perguntar torna-se mais fácil. Ouvimos com frequência pessoas pedirem desculpa por fazerem a mesma pergunta duas vezes. Não há desculpa a pedir. Repetir faz parte de aprender qualquer coisa nova, seja um idioma, um instrumento ou o funcionamento de um telemóvel.
Do nosso lado, o trabalho é encontrar palavras simples. Evitamos termos técnicos sempre que possível e, quando são inevitáveis, explicamo-los uma vez, com um exemplo do dia a dia. Se uma explicação não resultar, tentamos outra, até encontrarmos a que faz sentido para quem está à nossa frente.
Reagendar sem complicações
A vida tem imprevistos: uma consulta que se marca em cima da hora, uma visita inesperada, um dia em que simplesmente não se está bem. Por isso, as nossas aulas individuais podem ser reagendadas. Basta avisar-nos, por telefone ou pelo formulário de contacto, e combinamos outra data que lhe convenha.
Dizemos isto com clareza porque sabemos que a preocupação de falhar um compromisso pesa a muita gente. Não queremos que alguém vá a uma aula cansado ou preocupado só por receio de perder a sessão. As condições concretas de reagendamento e de reembolso estão descritas na página própria do site.
Em qualquer caso, o envio de um pedido de aula não implica pagamento. Primeiro conversamos, combinamos tema e data, e só depois se trata do resto. Os valores indicados no site estão sujeitos a confirmação, e preferimos que seja você a decidir com toda a informação à frente.
A quem se destina e o que levar consigo
A aula individual serve especialmente quem tem dúvidas muito específicas, quem se sente pouco à vontade em grupo ou quem quer avançar num assunto concreto antes de mais nada. Também é uma boa escolha para quem já fez um curso introdutório e quer aprofundar um tema, como organizar as fotografias ou usar melhor o email.
No dia, basta levar o aparelho carregado e, se o tiver, o carregador. Se vier com o telemóvel, convém saber se se lembra do código de desbloqueio, que é seu e não nos diz respeito. Nunca lhe pediremos palavras-passe, dados bancários ou códigos de verificação, nem durante a aula nem depois.
Se tiver mensagens ou situações que o deixaram desconfiado, pode mostrá-las. Ver em conjunto uma mensagem suspeita é uma boa forma de aprender a distinguir o que é de confiança. Fazemo-lo sem mexer nas suas contas e sem que precise de partilhar nada que prefira guardar para si.
- Aparelho carregado e, se possível, o carregador
- Uma lista de dúvidas, mesmo que pareçam pequenas
- Óculos, se os usar para ler o ecrã
Aula individual, em resumo, é uma hora de trabalho a dois, com tema escolhido por si, ritmo ajustado ao seu e a possibilidade de reagendar quando a vida o exigir. Não há pressa nem exame. Se ficou com uma dúvida que este texto não esclareceu, escreva-nos ou telefone: respondemos com gosto e sem compromisso, para que possa decidir com calma o que lhe faz mais sentido.